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É isso mesmo. Ondas cerebrais. Por mais que esse conceito não seja tão conhecido, ele explica muito sobre a forma como você é, suas emoções e o jeito que você se comporta em sua vida. Infelizmente ainda não estamos falando de nada capaz de te fazer ler pensamentos ou mover objetos com o poder da mente, mas compreender suas ondas cerebrais pode ser determinante para compreender mais sobre si mesmo e pensar em formas para maximizar seu bem-estar.

As ondas cerebrais nada mais são do que padrões de disparos elétricos dos neurônios que estão atuando no seu cérebro agora mesmo. Vamos lembrar que o seu cérebro funciona por conta de bilhões e bilhões de pequenas células – os neurônios – que transmitem a informação de uma a outra até fazer com que seu corpo execute o comando dado. E de que forma esses neurônios se comunicam? Exatamente. Por impulsos elétricos!

Esses impulsos elétricos não são sempre descoordenados. Diferentes neurônios em diferentes regiões do seu cérebro podem pulsar preferencialmente em frequências específicas para transmitir a informação por todas essas regiões. E hoje, após décadas e décadas de pesquisas e estudos publicados, é possível associar esses padrões de disparos neuronais, essas diferentes frequências (intervalo entre um disparo e outro), em diferentes locais do cérebro, a diferentes sintomas, emoções e comportamentos que você tem.

Surge daí o conceito de ondas cerebrais, que vai classificar a atividade elétrica dos neurônios do seu cérebro de acordo com o tempo que se passou entre um disparo e outro (frequência), geralmente abaixo de um segundo!

Vamos lembrar também que, na verdade, sempre que essa frequência for medida, não estará se analisando apenas um neurônio, mas sim um extenso grupo de neurônios que, juntos, fazem ser possível utilizar equipamentos modernos de EEG (eletroencefalografia) e tecnologia de ponta para medir e interpretar a atividade elétrica do cérebro. É com isso que se faz possível associar as diferentes ondas cerebrais e sua ocorrência em determinados lugares do cérebro com a forma como você funciona no dia a dia.

Mas está certo. Você já sabe o que são ondas cerebrais. Vamos agora explorar quais são os tipos de ondas cerebrais que estão acontecendo no seu cérebro nesse exato momento!

O primeiro tipo de onda cerebral são as ondas Delta. Essas são ondas lentas, com a literatura científica as classificando entre 0.5 e 4Hz – ou seja, 0.5 a 4 disparos neuronais por segundo – e, por serem lentas, estão mais presentes no sono profundo e em estados de coma e inconsciência.

O segundo tipo de onda cerebral são as ondas Teta. Elas também são consideradas ondas lentas, geralmente estando entre 4 e 8Hz, estão presentes em estados de hipnose profunda, de sono acentuado e são muito importantes para o nosso processo criativo, com um foco mais interno de consciência. No entanto, essas ondas, se em excesso, sobretudo nas regiões frontais do cérebro, justamente por serem mais lentas, podem tornar mais difícil planejar e executar tarefas que demandem um foco prolongado. Para muitos casos de TDAH, por exemplo, existe um excesso de ondas desse tipo exatamente no lobo frontal do cérebro, sendo que as publicações científicas a esse respeito são bastante extensas.

O terceiro tipo são as ondas Alfa, que funcionam na casa dos 8 a 12Hz (algumas literaturas podem apontar outras faixas, como 9-13Hz ou mesmo 8-13Hz). Essas são ondas mais inibitórias, ou seja, inibem a presença de ondas mais rápidas e estão mais presentes quando estamos em um estado de consciência, mas sem que haja muito gasto de energia por parte do cérebro. Elas costumam aparecem em maior quantidade quando estamos em modo de piloto automático, como por exemplo, trocando a marcha de um carro manual, ou executando uma tarefa repetitiva como lavar a louça. No entanto, isso não é uma regra e boa parte de alguns problemas envolvendo a Ansiedade podem estar envolvidos com a dificuldade do cérebro gerar ondas alfa.

Todas essas ondas, até agora, são geradas por estruturas que estão no cérebro mas não em sua superfície. Vamos lembrar que abaixo do córtex cerebral, a última camada do cérebro, contamos com diversas estruturas fundamentais para o nosso funcionamento, como o o cingulado, o tálamo e o tronco encefálico.. As ondas alfa, por exemplo, são geradas majoritariamente no tálamo e podem se difundir por todo o cérebro!

Prosseguindo, o quarto tipo de onda são as ondas Beta. Essa faixa de onda é mais extensa e vai dos 12 até por volta dos 30Hz (algumas literaturas podem indicar 32, 36, 38, 40 ou até 42Hz…) e estão mais relacionadas aos processos cognitivos superiores, como o foco, a atenção, o processo de planejamento e tomada de decisão. No entanto, quando em excesso, essas ondas e principalmente as faixas mais altas de ondas Beta (acima dos 18Hz) podem se gerar e explicar comportamentos de Ansiedade, de inquietude, de dificuldade de controle corporal, de hipervigilância… Não é nem um pouco incomum encontrar pessoas que sofrem com Ansiedade e pânico que contam com o cérebro permeado por ondas Beta em excesso. Essas ondas, por serem mais rápidas, são geradas no córtex cerebral e atuam mais localmente, sem se espalhar por todo o cérebro.

Por fim, temos as ondas Gama, aquelas acima dos 30Hz e que são fundamentais durante o processo de consciência e aquisição da informação. Essas ondas também são geradas abaixo do córtex e funcionam como uma espécie de “varredura” por todo o cérebro. Seu papel ainda não é totalmente compreendido, mas entende-se que elas são essenciais para a aprendizagem. Além disso, alguns transtornos como o TEA (Transtorno do Espectro Autista) já estão começando a ser mais compreendido a partir da análise de alguns marcadores, dentre eles, as ondas gama.

Terminando esse panorama, deve surgir a dúvida: como você pode saber como estão as suas ondas cerebrais?

É simples. Como citei ali acima, isso é feito a partir de um exame de EEG, ou eletroencefalografia (ou mesmo um EEGq, ou eletroencefalografia quantitativa). Esse exame pode ser realizado por profissionais da saúde com a devida competência técnica e tecnologia disponível e, ao final, pode gerar um relatório com informações valiosas a respeito da organização de suas ondas cerebrais e de como elas podem estar gerando sintomas e comportamentos disfuncionais. Normalmente, ele é realizado pela manhã, é completamente não invasivo e não medicamentoso e não deve durar mais de 1h para ser finalizado. A PotencialMente, por exemplo, trabalha com esse tipo de exame a mais de 10 anos e pode te ajudar a descobrir como estão suas ondas cerebrais realizando sua eletroencefalografia quantitativa.

Para finalizar, existe um modo de alterar ou condicionar essas ondas cerebrais a funcionarem de outra forma?

A resposta para isso é que sim, há sim. Em muitos casos, quando as ondas cerebrais estão atuando de forma a causar desconforto e comportamentos indesejados, é possível alterá-las por meio do condicionamento. Geralmente, utiliza-se uma ferramenta chamada Neurofeedback (ou EEG-Biofeedback), capaz de mostrar em tempo real como estão as suas ondas cerebrais e gerar estímulos visuais e auditivos para alterá-las.

O Neurofeedback é pesquisado extensamente desde a década de 60, sobretudo nos EUA, Europa e, mais recentemente, na China, e é comprovadamente eficaz e efetivo na intervenção para o TDAH e a Epilepsia (nesse caso, apenas com o devido acompanhamento médico). Além disso, cada vez mais, estudos de meta-análise e outros com altos padrões de controle estão demonstrando a efetividade do Neurofeedback na intervenção para a Ansiedade, a Depressão, o TEA e outras condições também, inclusive, para o aumento da performance cognitiva e da produtividade.

Se você ficou curioso para saber mais sobre como é possível conhecer suas ondas cerebrais e atuar para modificá-las, não deixe de enviar sua resposta a esse texto para [email protected]

 

 

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