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O transtorno depressivo maior (TDM) é uma condição psiquiátrica grave e associada a perturbações no funcionamento social. É caracterizada por uma tristeza profunda e que tem uma longa duração. Além da sensação de tristeza, sentimentos como autodesvalorização, culpa, apatia e até desejo de morte podem estar presentes. Outros sintomas estão ligados a cansaço excessivo, falta de concentração, falta de memória, insônia, apetite diminuído ou aumento de interesse por carboidratos e doces, redução do interesse sexual, queixas digestivas, entre outros.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), podemos considerá-la a doença do século, ocupando o lugar de terceira causa de doença no mundo. Projeta-se ainda que, até 2030, o TDM ocupará o primeiro lugar, sendo que mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades, atualmente, têm algum dos diferentes tipos de depressão em todo o mundo.

Os subtipos da Depressão são a Distimia, considerada uma depressão crônica ou também conhecida como a doença do mau humor; Endógena, que não necessita de uma situação externa desencadeadora, ela se dá a partir de fatores como alteração bioquímica; Atípica, também conhecida como “sorridente” popularmente e tem como característica as falsas demonstrações de felicidade; Sazonal, que se relaciona à mudanças das estações do ano; Psicótica, quadro grave, caracterizado pela presença de delírios e alucinações; Secundária, associada ou causada por outras doenças ou medicamentos e a Bipolar, apresentada por pacientes com transtorno bipolar, onde o humor se altera em euforia e episódios depressivos.

Os tratamentos convencionais envolvem terapia medicamentosa e psicoterapia, mas com os novos estudos e avanços tecnológicos, cada vez mais, sabe-se que a Depressão é um transtorno que não afeta apenas a qualidade dos pensamentos, sentimentos ou o modo como as pessoas se comportam perante a vida. Mais do que isso, ela acontece no cérebro com desequilíbrios neuroquímicos, neuroendócrinos e também apresentando alterações no padrão de frequências corticais, especialmente localizada no córtex pré-frontal, embora afete a amígdala e o hipocampo.

É a partir destes achados e avanços que surgem as Neuromodulações, que são treinamentos cerebrais e/ou estímulos que conduzem o cérebro para padrões de maior eficiência. Em destaque está a Estimulação por Corrente Contínua (ETCC) ou Transcranial direct-current stimulation (tDCS), extensamente estudada e com resultados significativos para a Depressão, reduzindo sintomas e trazendo mais qualidade de vida para as pessoas.

Durante a aplicação da ETCC, que dura de 20 a 30 minutos, correntes de baixa amplitude são aplicadas através de eletrodos posicionados em pontos pré-determinados no couro cabeludo, e essas correntes penetram o crânio atingindo o cérebro, de forma suficiente para modificar os potenciais neurais, influenciando os níveis de excitabilidade e modulando as células neurais.

Apesar da eficiência e em se tratar de uma intervenção segura e não-invasiva, a ETCC é pouca divulgada e conhecida no Brasil, embora cada vez mais disponível e com resultados interessantes sendo apresentados em diversas condições clínicas, como a Depressão, a Doença de Alzheimer, o Transtorno de Déficit de Atenção, Transtornos de Ansiedade e outros.

 

 

 

Patrícia Zocchi

Psicóloga Clínica com 20 anos de experiência, formação em Terapia Cognitivo-Comportamental, Hipnose Ericksoniana e Psicofisiologia. Especialização em Psicopedagogia (UCB) e Neuropsicologia com foco em Reabilitação (USP). Membro da Associação Brasileira de Biofeedback (ABBIO). Pós-graduada em Neurociências (FIDE-PE). Professora convidada do curso de Pós-Graduação em Neuropsicologia do Hospital das Clínicas (HC-USP).

Certificado de formação em Neurofeedback pelo sistema Brain-Trainer International (BTI), promovendo cursos de certificação internacional em Neurofeedback e supervisões em parceria com a instituição. Co-responsável e sócia da PotencialMente – Academia Cerebralempresa que há 10 anos atende crianças, adolescentes, adultos e idosos com metodologias de Neuromodulação como o Biofeedback e o Neurofeedback.

 

 

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