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Segundo dados da quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM-V, entre 5 e 10% das crianças apresenta o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, conhecido como TDAH. Esse percentual relevante faz com que seja fundamental que haja atenção por parte de todos os profissionais que tem que, dentre suas atividades, lidar com a criança em seu dia a dia.

É evidente que é a partir dessa vivência e convivência junto à criança que poderão se tornar claras percepções fundamentais que podem basear o diagnóstico do TDAH ou de outros transtornos que podem acometer a criança e prejudicar o bom desenvolvimento de suas atividades.

Nesse cenário, uma dúvida que sempre surge quando pensamos no papel do professor e da professora na sala de aula é a seguinte: até que ponto a observação desses profisisonais pode ajudar na hipótese diagnóstica de alguma dificuldade ou tranastorno na criança ali presente? No caso do TDAH: seria possível que professores e professoras pudessem indicar a hipótese diagnóstica à família e encaminhar a criança a um diagnóstico a partir de suas observações em sala de aula?

E na verdade, a resposta para isso é que a observação do docente é essencial e pode ajudar muito nesse processo todo! Principalmente por 3 motivos.

Em primeiro lugar, pois o professor ou a professora convivem com a criança, em muitos casos, por um período até prolongado em relação aos pais ou cuidadores da criança. Em muitos casos, a criança pequena pode passar quase uma jornada na escola em constante observação dos profissionais ali presnetes. Esse fato não é descartável. É possível que os professores colham informações muito valiosas a partir dessa observação proporcionada pelo tempo de convívio.

Como essa criança se comporta na relação aluno-professor? Como é a convivência dessa criança junto aos seus colegas? De que forma ela lida com seus sucessos e fracassos? Como é a capacidade dela em cumprir as tarefas e atividades que são trabalhadas ali? Tudo isso importa e pode ser observado pelo profissional ali presente para compor a hipótese de que algo pode estar por traz desses comportamentos, como um diagnóstico, por exemplo.

Além desse fato, há uma outra vantagem na observação que escola proporciona ao professor: poder comparar aquela criança com diversas outras crianças de mesma idade, escolaridade e, muitos vezes, até classe social, nível de acesso à informação e outros dados relevantes quando se pensa em compreender a realidade daquele aluno. Sabendo que um transtorno como o TDAH somente pode ser diagnosticado após serem percebidos diferenças nas habilidades e condutas da criança em relação a outras, esse campo de observação extenso e de grande poder comparativo que a escola proporciona é muito valioso para compor a análise do professor ali presente.

Por fim, a escola traz o caráter avaliativo que a relação com os pais é incapaz de trazer nos mesmos termos. Vamos lembrar que, na escola, a criança realiza atividades objetivas, tarefas que medem suas habilidade e dificuldades e conta com diversas formas de avaliação de sua sociabilidade, personalidade e, sobretudo, capacidade cognitiva. A observação do professor a esses termos é fundamental para perceber a facilidade ou dificuldade daquela criança em lidar com os desafios impostos pelas atividades escolares e, com isso, poder dar um passo adiante na compreensão das realidades cognitivas, afetivas, emocionais e sociais da criança.

Tudo isso, todas essas vantagens que a escola traz à observação do professor ou da professora representam possibilidades muito importantes para servirem de base para um diagnóstico de TDAH quando se percebe sintomas como:

– a criança tem dificuldade de permanecer parada em sua cadeira durante todo o período da aula;
– a criança costuma interromper o professor ou colegas para conversar, brincar ou fazer outra coisa sem perceber que está atrapalhando o ambiente da aula;
– a criança costuma perder materiais escolares como borrachas, apontadores, canetas, estojos, entre outros;
– a criança apresenta agitações corporais como tremor nas pernas ou dificuldade em manter as mãos e braços relaxados;
– a criança costuma cometer erros e deslizes por falta de atenção a pequenos detalhes em tarefas ou avaliações;
– a criança às vezes não escuta ou parece não escutar quando a chamam;
– a criança se distrai com facilidade durante o conteúdo da aula e tem dificuldade em sustentar a atenção para a mesma atividade por mais de 10 ou 15 minutos.

Além desses, é claro que podem existir outros pontos de observações importantes e possíveis ao docente na sala de aula. E é papel do bom professor estar atento a isso e reportar qualquer observação atípica na criança para a diretoria da escola e para os seus responsáveis para que eles possam, de fato, saber o que está acontecendo com aquela criança no ambiente escolar (muitas vezes, como eu comentei, onde a criança passa mais horas do seu dia!).

Somente assim, os pais poderão buscar um profissional da saúde adequado e uma Avaliação Neuropsicológica para poderem investigar e chegar a um diagnóstico de TDAH (ou não!) com bastante precisão.

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