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Você sabia que existem muitos tratamentos para várias condições médicas que não envolvem o uso de medicamentos? E embora alguns desses tratamentos possam ser eficazes para algumas pessoas, ainda existe a visão que, em geral, os tratamentos sem remédios tendem a ser menos eficazes do que aqueles que envolvem medicamentos.

Muitas pessoas em todo o mundo usam medicamentos regularmente para tratar uma variedade de condições médicas, desde doenças crônicas até sintomas temporários, como dores de cabeça e resfriados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de metade da população mundial não tem acesso aos medicamentos de que necessitam, principalmente em países de baixa e média renda. No entanto, em países mais desenvolvidos, o uso de medicamentos é bastante comum, com muitas pessoas tomando pelo menos um medicamento regularmente. Nos Estados Unidos, por exemplo, um estudo do governo mostrou que cerca de metade dos adultos tomam pelo menos um medicamento prescrito regularmente, enquanto outro estudo descobriu que mais de 30% dos adultos tomam cinco ou mais medicamentos regularmente.

Um dos principais motivos para isso ocorrer é que muitas condições médicas são causadas por desequilíbrios químicos ou problemas físicos que podem ser tratados com medicamentos específicos. Por exemplo, a depressão é frequentemente causada por um desequilíbrio químico no cérebro, que pode ser corrigido com antidepressivos. Da mesma forma, a dor crônica pode ser tratada com analgésicos, enquanto a pressão arterial alta pode ser reduzida com medicamentos específicos.

No entanto, isso não significa que os tratamentos sem remédios não tenham seu lugar na medicina. Nos últimos anos, pesquisas têm sido realizadas com o propósito de investigar tratamentos não farmacológicos, visto que o uso crônico de medicamentos pode acarretar efeitos colaterais. Com isso, tornou-se popular em estudos e no manejo de pacientes o uso do Neurofeedback e do ETCC (Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua).

O neurofeedback é um tratamento que tem como principal objetivo melhorar o funcionamento cerebral por meio da neuromodulação autorregulatória. Esse tratamento não tem nenhum efeito medicamentoso e muito menos invasivo no cérebro. É um procedimento que ensina, por  meio  da  visualização  das  atividades cerebrais, a melhoria da autorregulação em diferentes níveis, tanto a nível neurofisiológico, quanto  a  nível  cognitivo-comportamental,  ou  seja,  permite  ao  indivíduo  regular  a  sua atenção e controlar os seus impulsos. É feito por meio de sensores que captam sinais elétricos provenientes dos neurônios, sendo decodificados e processados por um software especializado. Com isso, o funcionamento do cérebro pode ser acompanhado em tempo real pela tela de um computador. A partir de então, a pessoa vai aprendendo, por erros e tentativas, a levar o cérebro a uma transformação. Esse tratamento visa melhorar a autorregulação da atividade cerebral, estimula o funcionamento neurofisiológico e neuropsicológico, bem como comportamental. Um aspecto promissor do Neurofeedback é que ele pode  se  basear  na  aprendizagem  processual,  tendo  um  grande  potencial  de permitir  efeitos  duradouros  e,  portanto,  maior  benefício  clínico  após  a  conclusão  do tratamento.

 

O ETCC (Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua) é uma técnica não-invasiva transcraniana de neuromodulação cerebral que modifica a atividade cortical de uma região cerebral específica. Ele utiliza uma corrente elétrica baixa e contínua emitida diretamente na área cerebral de interesse, através de pequenos eletrodos, fazendo com que a corrente elétrica emitida aumente o nível de atividade cerebral da área estimulada. O ETCC vem sendo como um modelo de terapia alternativa ou complementar, principalmente, aos pacientes que não respondem bem ao uso de medicamentos. Neste contexto, renovou-se o uso de terapias de estimulação cerebral, em particular, as conhecidas como “não-invasivas”, a que estão associadas poucos ou nenhuns efeitos colaterais; acresce que elas permitem uma intervenção mais focalizada, em direção à área do cérebro que está hipo ou hiper-funcionante.

 

Existem muitos tratamentos que não envolvem o uso de medicamentos. Embora esses tratamentos possam ser eficazes em algumas condições, muitas vezes, eles são menos eficazes do que aqueles que envolvem o uso de medicamentos específicos. No entanto, é importante lembrar que o uso de medicamentos nem sempre é a melhor opção, especialmente para pessoas com preocupações com efeitos colaterais, custos elevados ou preferência por abordagens mais naturais. Nesses casos, os tratamentos sem remédios podem ser uma opção viável e eficaz.

 

É crucial discutir com seu médico as opções de tratamento disponíveis e decidir juntos qual é a melhor abordagem para você. Em alguns casos, o uso de medicamentos pode ser necessário para obter os melhores resultados possíveis, enquanto em outros casos, os tratamentos sem remédios podem ser uma opção adequada. O importante é sempre buscar a melhor abordagem para sua condição médica, com o auxílio de um profissional de saúde qualificado.

 

Referências:

Pinheiro, S. M., Gratival, C. L., Peterle, J. A., Teixeira, R. S., Caiado, Y. S., Morais, G. V., Drumond, L. C. P., & Paulo, M. S. L. (2020). Eficácia do tratamento de Neurofeedback em crianças com TDAH.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde 2020: percepção do estado de saúde, estilos de vida e doenças crônicas – Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação. Rio de Janeiro: IBGE; 2014. 181 p.

American Psychiatric Association. (2014). Manual diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – DSM-5. Porto Alegre: Artmed Editora.

Bonafé, F.S.S., Carvalho, J.S., e Campos, J.A.D.B. (2016). Depressão, ansiedade e estresse e a relação com o consumo de medicamentos. Psicologia, Saúde & Doenças.

 

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