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A pandemia de Covid-19 apresentou ao mundo uma realidade bastante diferente daquela à qual se estava acostumado. O isolamento social, importante medida de distanciamento para reduir o número de infecções, trouxe às empresas um novo desafio: como manter as atividades operacionais nesse período?

Instituiu-se então, em grande parte delas o esquema de home-office, ou trabalho doméstico, em uma tradução livre. O home-office, antes restrito a algumas profissões específicas, foi generalizado e passou a fazer parte da vida dos brasileiros que mantiveram suas atividades profissionais trabalhando de casa, utilizando seus computadores, notebooks e celulares.

Essa drástica modificação trouxe questões não apenas para as empresas, que tiveram que investir valores adicionais para adaptar as funções de seus colaboradores ao trabalho doméstico, mas para os próprios funcionários. Questões a respeito de como seria possível “deslogar”, ou “ficar offline” quando supostamente sua casa se tornou seu escritório. Ou mesmo dificuldades em encontrar um ambiente adequado para exercer as atividades. Como contar ou validar horas adicionais de trabalho se não é possível mais “bater ponto” e etc.

Para além dessas questões, a pandemia também fez com que outra realidade se mostrasse: a maior parte dos brasileiros querem que suas empresas custeiem ou ofereçam serviços para o cuidado da saúde mental, como o atendimento psicológico.

Pelo menos esse é o panorama mostrado pela pesquisa Global Learner Survey, realizada pela Pearson, editora do ramo de educação. Segundo a pesquisa, 9 a cada 10 brasileiros acreditam que as empresas deveriam fornecer dias de férias remuneradas para que os colaboradores possam cuidar de sua saúde mental. 7 a cada 10 dizem que as empresas ainda deveriam ofercer serviços gratuitos para o cuidado da saúde mental. E mais de 6 a cada 10 entrevistados vão além e dizem que as empresas deveriam aumentar os benefícios dos planos de saúde para que eles também contemplem atendimentos psicológicos.

A partir desses dados e sabendo que a OMS aponta que os transtornos mentais são a segunda principal causa de afastamento do trabalho, pode-se pensar: no cenário atual, qual é o papel das empresas no cuidado da saúde mental de seus colaboradores?

Já se passou do tempo de acreditar que saúde mental é um problema de cada um. Muitas questões surgem justamente a partir de ambientes disfuncionais e de acentuadas exigências. Como comentado, no mundo corporativo, a pandemia e a instituição do trabalho remoto acentuaram questões como as de cobrança por produtividade, falta de ambiente adequado para o desenvolvimento da atividade profissional, necessidade de estar “online” mais que o tempo em que se estava na empresa presencialmente, entre muitas outras.

Uma vez que se tem que o ambiente de trabalho oferecido pelas empresas (tanto no universo presencial, quanto remoto) estão intimamente relacionados a esses problemas e números, pode-se esperar que faça parte de suas responsabilidades fornecer as condições para que seus colaboradores obtenham cuidados com sua saúde mental. Mais do que isso, pode-se observar que essa atitude, no longo prazo, tem a capacidade, inclusive, de reverter os prejuízos causados pelos múltiplos afastamentos de funcionários em decorrência de problemas como depressão, ansiedade, burnout e outros.

Mas então, o que as empresas podem fazer para demonstrar essa preocupação com seu quadro de colaboradores?

Não há uma única opção e muito pode depender da estrutura de operação e de custos da empresa. As alternativas com o melhor custo-benefício envolvem a contratação de cursos, palestras e workshops com conteúdo acerca de saúde mental para serem oferecidas globalmente aos colaboradores, tanto no ambiente de trabalho, quanto para acesso remoto, para serem visualizados de casa. Dessa forma, pode ser criado um ambiente tanto mais educativo a respeito dessas questões, quanto mais acolhedor, uma vez que demonstra para o quadro de funcionários que a empresa está atenta a essas demandas.

Outra forma de fazer isso, mais efetiva, entretanto, mais custosa, é justamente mapear aqueles colaboradores que estão passando por questões da ordem de saúde mental e buscar profissionais da psicologia que, em parceria com a empresa, ofereçam uma intervenção pautada nas demandas e objetivos do colaborador em relação ao seu trabalho. Ainda é possível fazer com que esses funcionários passem por sessões de aconselhamento psicológico, um processo mais breve que a psicoterapia e mais atento à realidade do mundo profissional.

Por fim, uma ação mais específica e também com alta efetividade é oferecer a esses colaboradores necessitados serviços de saúde mental com foco na alta-performance, como é o caso de intervenções que utilizam a neurociência, a psicologia e alta tecnologia para combater os sintomas de transtornos mentais e proporcionar mais produtividade e bem-estar ao colaborador. Existem empresas que oferecem esse tipo de intervenção específica, como é o caso da PotencialMente, presente no ABC Paulista, região com alto número de empresas com elavado quadro de funcionários.

Estar atentas à saúde mental de seus colaboradores é definitivamente algo importante para as empresas no século XXI. É somente assim que elas poderão engajar seus funcionários em sua missão, valorizá-los com serviços de saúde de qualidade e proporcionar o bem-estar e qualidade de vida que é essencial para sua performance no trabalho. Literalmente, todas as partes só tem a ganhar com isso.

 



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