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A situação tem melhorado muito, mas ainda há muito a ser feito. Um exemplo recente é o projeto em que participei juntamente com o deputado Caio França (PSB) desde 2019. Realizamos audiências públicas e, finalmente, a lei que regulamenta a distribuição gratuita de cannabis pelo SUS foi aprovada na ALESP e sancionada pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Foram necessários três anos para concluir o projeto, mas é uma verdadeira revolução, pois nenhum país do mundo distribui cannabis gratuitamente, e o Brasil será o primeiro a fazê-lo. A medida certamente ajudará a reduzir o preconceito em relação ao uso medicinal da cannabis.

O que falta para a democratização do uso médico no Brasil?

O Conselho Federal de Medicina possui uma lista de evidências conclusivas sobre o uso medicinal da cannabis. No entanto, é importante destacar que o CFM não recomenda explicitamente o uso da cannabis como tratamento médico. Seria muito importante que essa lista fosse expandida pelo CFM para incluir outras condições, além da epilepsia. Independentemente dessa lista, os médicos têm o direito de prescrever o que considerarem necessário para o tratamento de seus pacientes, de acordo com o ato médico.

As pautas propostas nas canções de artistas como Ludmilla e Anitta ajudam ou atrapalham a conversa?

Como médica, é importante separar claramente o uso medicinal da cannabis do uso recreativo ou adulto da planta, uma vez que misturar esses dois temas pode prejudicar o processo. Por isso, a médica se concentra exclusivamente no uso medicinal da cannabis, e sempre que faz menção a aspectos não medicinais da planta, acaba recebendo críticas. Embora tenha conhecimento sobre a planta em geral, a sua área de atuação é especificamente a medicinal, portanto não se sente confortável em opinar sobre o uso adulto da cannabis.

Você é contra o uso recreativo da maconha?

Aprovo todas as políticas que visam a redução de danos. É preferível que os pacientes usem cannabis em vez de crack, por exemplo, ou até mesmo em comparação com o álcool, que pode ser fatal. Ao contrário do álcool, a cannabis em sua forma natural nunca matou ninguém. Por isso, se a política for de redução de danos, devemos considerar a possibilidade do uso da cannabis.

Sendo uma das pioneiras desse tratamento no país, você recebe muitos ataques?

Muitas mídias sociais, as pessoas pensam que estou do outro lado do espectro político. Eu tenho que ser da posição do paciente. Misturar política e medicina é um negócio que não dá certo.

O Brasil está pronto para legalizar a maconha?

Sim, eles estão dispostos a fazer uma regulamentação mais ampla, porque o uso de cannabis para fins médicos não é ilegal. A democratização do acesso depende de uma regulamentação mais ampla em nível federal.

 

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