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A rapamicina, um medicamento utilizado no tratamento do câncer, pode ter a capacidade de reverter a idade ovariana em mulheres, oferecendo a possibilidade de prolongar a fertilidade e atrasar o início da menopausa. Conhecida também como sirolimus, esse remédio apresenta resultados animadores, uma vez que testes realizados em animais demonstraram um aumento superior a 90% na expectativa de vida, além de prolongar a vitalidade reprodutiva e a função ovariana.

Os pesquisadores da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, estão em busca de esclarecer se os efeitos do medicamento podem ser replicados em seres humanos. Para isso, estão realizando uma pesquisa com mulheres que enfrentaram dificuldades para engravidar através dos meios convencionais ou tratamentos de fertilidade.

O processo de envelhecimento dos ovários é rápido e precoce em relação ao envelhecimento geral do corpo. A partir dos 35 anos, a capacidade ovariana da mulher começa a declinar consideravelmente, e esse declínio se acumula gradualmente até a menopausa, que geralmente se inicia por volta dos 50 anos de idade.

A ripamicina é um remédio administrado por via oral que inibe o sistema imunológico e é utilizado no tratamento de câncer, bem como na prevenção da rejeição de órgãos após procedimentos de transplante ou cirurgias de stent cardíaco. Testes iniciais sugerem que a substância interfere com a liberação e o crescimento dos óvulos, tendo como resultado uma diminuição na frequência da menstruação. Isso faz com que os ovários permaneçam por mais tempo funcionando regularmente no corpo.

A mulher ovula todos os meses a partir da primeira menstruação. Embora haja cerca de mil óvulos em potencial, apenas um folículo se torna viável, resultando em menstruação ou gravidez. Infelizmente, muitos óvulos morrem dentro da mulher. Os ovários controlam a liberação de óvulos através da enzima mTOR, que é o alvo da rapamicina nos mamíferos.

Ao administrar rapamicina, os pesquisadores acreditam que é possível com segurança reduzir a velocidade do envelhecimento reprodutivo, preservando a saúde dos ovários até a meia-idade. No entanto, a dose deve ser cuidadosamente monitorada, pois uma inibição excessiva da mTOR pode prejudicar a ovulação.

Hoje em dia, a técnica mais eficiente para garantir uma gravidez bem sucedida em idade avançada é o congelamento de óvulos antes dos 35 anos, seguido pela fertilização in vitro. Ainda em estágio de pesquisa, se for exitosa, essa técnica pode se tornar uma opção revolucionária para mulheres que planejam engravidar mais tarde na vida. Além disso, seus resultados podem ser aplicados para diminuir os sintomas da menopausa e prolongar a vida de indivíduos de ambos os sexos.

O medicamento ofereceria o benefício de atrasar o início da menopausa, o que seria particularmente vantajoso para mulheres que experimentam a forma precoce da condição, levando à menopausa em torno dos 45 anos. Esse benefício é crucial devido aos desconfortos sintomáticos que antecedem a menopausa, incluindo ondas de calor, suores noturnos, ganho de peso, redução do desejo sexual e depressão. Além disso, mulheres que entram na menopausa precocemente são mais suscetíveis a problemas de saúde, tais como doenças cardíacas, osteoporose e até demência.

 

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