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O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, mais conhecido como TDAH, é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta cerca de 5 a 10% das crianças em todo o mundo. Esse transtorno tem como principais características afetar a capacidade de foco e concentração das pessoas afetadas, bem como potencializar comportamentos agitados, irrequietos, impulsivos e impactar nas qualidade da vida pessoal, acadêmica e profissional. O TDAH ainda costuma atingir mais meninos do que meninas e os adultos que cresceram com o transtorno ainda podem conviver com os sintomas após a infância e adolescência, o que torna o TDAH uma questão relevante à saúde pública e na vida das pessoas com o diagnóstico do transtorno.

A principal alteração que os pacientes de TDAH apresentam no funcionamento cerebral diz respeito ao neurotransmissor dopamina. Esse neurotransmissor é essencial para a motivação e a modulação de comportamentos por parte da pessoa. Quando ele não atua da maneira adequada, como no cérebro do TDAH, os sintomas de desatenção e hiperatividade começam a aparecer e a causar prejuízos na vida da pessoa. É a criança que não consegue ficar parada na sala de aula; que não consegue se concentrar na lição de casa; o adolescente impulsivo e desligado…

Em relação à quantidade de diagnósticos de TDAH em crianças e adolescentes, uma informação importante. Ela vem crescendo ano após ano. Alguns estudos apontam para uma taxa de crescimento de quase 6% ao ano no número de novos diagnósticos desde os anos 80. Isso acende alguns alertas: como então é possível diagnosticar o TDAH, como esse transtorno costuma ser diagnosticado e qual é a maneira mais correta de fazer isso?

Em primeiro lugar é importante pontuar o valor de um diagnóstico. Por mais que, de fato, o diagnóstico do transtorno em si não altere o funcionamento do cérebro da pessoa com TDAH, ele serve para categorizá-la dentro de um padrão conhecido de funcionamento e, a partir disso, orientar quanto aos melhores tratamentos e intervenções para combater os sintomas do transtorno e fornecer qualidade de vida aos pacientes. Portanto, um diagnóstico preciso é fundamental para que se tenha acesso às melhores ferramentas para o combate dos sintomas do TDAH.

Então vamos à primeira pergunta: como é possível diagnosticar o TDAH?

Os critérios diagnósticos para o TDAH estão descritos na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, o DSM-5. É lá que se fundamentarão as características da pessoa e do cérebro com TDAH e será possível, com base nisso, avaliar se uma outra pessoa tem ou não as mesmas características que possibilitariam um diagnóstico de TDAH. Somente o psiquiatra e ou psicólogo poderá realizar esse diagnóstico com base na investigação que ele realizar.

Qual é o problema disso? A maneira como, em muitos casos, se chega a esse diagnóstico.

Como seria de se esperar, realizar uma investigação profunda dos aspectos neuropsicológicos, neurais, sociais, cognitivos e de personalidade de uma pessoa é algo bastante trabalhoso. No entanto, não há atalho ou caminho mais fácil quando se está diagnosticando algo tão relevante como um transtorno mental, como o TDAH. No entanto, existem profissionais que, ao não entender a complexidade de se diagnosticar esse transtorno, descrevem que seus pacientes apresentam TDAH apenas com base em conversas com o paciente e sessões de investigação com os pais. Não há testagem cognitiva precisa e extensa, não há exame das funções neurofisiológicas e muito menos investigação de outras questões que podem estar impactando nas atividades dessa pessoa e podem ser confundidas com sintomas de TDAH. Em alguns casos mais extremos, o diagnóstico chega após uma sessão de 15 minutos típica de convênios médicos, não raro acompanhadas da primeira receita para a compra de Ritalina, Concerta ou Venvanse.

Não é necessário elencar todos os perigos disso e o quanto esse tipo de prática pode estar contribuindo para diagnósticos imprecisos de TDAH e dificultando o acesso dessas pessoas aos tratamentos adequados. Mas então, qual é a maneira correta de proceder quando se suspeita do diagnóstico de TDAH?

Em primeiro lugar, existirá uma hipótese diagnóstica que pode ser emitida por qualquer profissional da saúde mental e do cérebro. A partir disso, médicos irão explorar os aspectos orgânicos daquele cérebro para descartar alterações que podem estar causando os sintomas do TDAH, para dizer que o cérebro está morfologicamente típico e que por isso os sintomas devem ser por conta de uma alteração funcional. Depois, em 100% dos casos, deve-se buscar uma Avaliação Neuropsicológica estruturada e conduzida por um profissional da Neuropsicologia com CRP ativo.

Essa Avaliação vai explorar, por meio de entrevistas, testagens, questionários e outros instrumentos, amplos aspectos do funcionamento cognitivo, social, emocional e de personalidade do paciente, em um processo que leva dias e gera um Laudo extenso e com a descrição detalhada de como aquele cérebro funciona e como ele processa a informação. Tudo que é necessário saber para se chegar ao diagnóstico.

Por fim, descartadas as alterações médicas e com a Avaliação Neuropsicológica realizada, o profissional da psicologia ou da psiquiatria pode concluir um diagnóstico preciso de TDAH. Em alguns casos, inclusive, exames como o de Eletroencefalografia Quantitativa (EEGq) ainda podem contribuir para um diagnóstico diferencial do transtorno e ajudar nas orientações para o melhor tratamento.

Tendo tudo isso em mente, caso você esteja suspeitando de um diagnóstico de TDAH para você ou para seu filho ou filha, não deixe de sempre buscar as melhores práticas para que isso possa ser investigado adequadamente. Como comentei no início do texto, um diagnóstico preciso é primordial para que se chegue a uma intervenção adequada e com grande potencial de devolver a qualidade de vida aos pacientes com TDAH.

https://www.potencialmenteacademia.com.br/avaliacao-neuropsicologica

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