[ad_1]

A internet foi “pega de surpresa” no últimos dias com uma declaração da atriz Claudia Rodrigues que relatou amar sua ex-empresária @adrianebonatooficial. A declaração da atriz surpreendeu a muitos por nunca antes ter tido algum envolvimento com uma mulher, e respondendo a jornalistas disse “Eu não gosto de homens ou mulheres, eu amo a Adriane”. Por uma “falta de rótulo” o público cobrou uma explicação para essa declaração.

Como a psicologia explica? 🤔
A psicóloga Patrícia Zocchi comenta o assunto: As evoluções sociais e tecnológicas das últimas décadas, em especial a partir dos anos 2010, fizeram surgir processos psicológicos de expansão, tanto do pensamento, quanto do repertório cultural e comportamental das pessoas. Muito por conta disso, hoje a sigla LGBTQIA+ envolve diversas sexualidades e é inclusiva com múltiplas percepções de individualidades no que diz respeito ao comportamento afetivo, sexual e à autoimagem. Apesar de entendermos que ainda há um longo caminho no combate ao preconceito, já podemos observar essa evolução com muita alegria.

Ainda assim, apesar de existirem diversas nomenclaturas que tornam “mais fáceis” a identificação precisa de uma pessoa junto a uma forma de se enxergar ou de expressar afeto, é um grave erro tentar “rotular” pessoas com base em seu comportamento afetivo-sexual. Por mais que essa pessoa pareça exercer um papel que possa colocá-la em determinada letra da sigla LGBTQIA+, por exemplo, é apenas essa pessoa e nunca um terceiro que pode cravar com que forma de expressão de si ela se identifica ou não.

A fuga de rótulos, em especial nesses casos, pode ter muito a ver com a questão das expectativas que esses rótulos trazem consigo. Dizer-se algo ou mesmo encaixar-se em algo e depois tomar uma ou outra atitude que desvia do “pacote” que esse algo representa pode se transformar em uma situação difícil de lidar para algumas pessoas. Sempre devemos ter em mente que são as expectativas a cumprir ou não cumpridas que fazem com que comportamentos ansiosos e/ou depressivos apareçam no indivíduo. Quando falamos no assunto da sexualidade então, que já representa um tema difícil para muitas pessoas, esses conflitos podem apenas ser potencializados caso haja a necessidade de “se encaixar” perfeitamente em algum rótulo. E isso pode acontecer tanto por rótulos impostos por outras pessoas quanto por rótulos auto impostos.

Em outros casos, essa fuga de rótulos ainda pode ocorrer devido a preconceitos internalizados. Quando uma pessoa com um comportamento LGBTQIA+ enxerga essa comunidade como algo tão distante de si, ela pode buscar afastar-se desse rótulo para que não sinta que está compondo algo que não lhe define. Supostas dissociações e incoerências nesses casos não devem ser motivo de apontamento ou chacota por parte de ninguém, justamente pelos motivos apresentados acima. Para os casos em que esses comportamentos de afastamento da definição de como a pessoa é vista provocam sofrimento na pessoa, é o profissional da psicologia que estará apto a lidar com isso da melhor forma e não pessoas aleatórias do mundo real ou virtual.

[ad_2]

Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *