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Ação dos fitocanábinoides no sistema nervoso central tem o potencial de controlar a ansiedade, irritabilidade e agressividade

A definição da Organização das Nações Unidas (ONU) para pessoas com deficiência diz que são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas. De 21 a 27 de agosto, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla é lembrada. Trata-se de um marco estabelecido pela Lei 13.585/2017. O objetivo da data é sensibilizar a sociedade sobre a urgência de políticas públicas e inclusão social para esse segmento populacional.2

Dr. Jose Wilson Andrade – Foto divulgação

Segundo o médico José Wilson de Andrade, vice-presidente da Associação Pan-Americana de Medicina Canabinoide, mais de um bilhão de pessoas convive com alguma forma de deficiência. Cerca de 200 milhões experimentam dificuldades funcionais consideráveis. Nos próximos anos, a deficiência será uma preocupação ainda maior porque sua incidência tem aumentado. “Isso se deve ao envelhecimento e ao risco maior de deficiência na população de mais idade, bem como o aumento global de doenças crônicas como diabetes, cardiovasculares, câncer e distúrbios mentais”, aponta. Ele destaca que os medicamentos mais usados nos casos de deficiência mental e intelectual são os estimulantes, antidepressivos e antipsicóticos. Essas drogas trazem diversos efeitos colaterais indesejáveis. O uso de fitocanabinoides, como o Canabidiol (CBD), é uma eficaz alternativa terapêutica.

O médico explica que a ação dos fitocanábinoides no sistema nervoso central tem o potencial de controlar a ansiedade, irritabilidade e agressividade que são sintomas comuns nesses casos. A qualidade do sono também é positivamente impactada. Estereotipias, padrão de comportamento comum em crianças com transtorno do espectro autista, mostra melhora com a terapêutica.

Outro potencial dos fitocanábinoides é a neuroproteção e estímulo da neurogênese. José Wilson comenta que esses fatores associados também proporcionam melhor aproveitamento das terapias, como a terapia ocupacional, fonoaudiologia e fisioterapia. “Elas são essenciais para a boa evolução dos quadros. É certo que faltam estudos robustos que embasem o uso de fitocanabinoides nos portadores de deficiência, principalmente nas crianças, mas o que observamos, até agora, é promissor. É uma grande esperança para os pacientes e suas famílias”, finaliza.

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