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O Transtorno do Espectro Autista, ou TEA, é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta, em média, 1 a cada 50 crianças no Brasil, sendo que os meninos são diagnosticados 4 vezes mais que as meninas e os sintomas são percebidos durante a vida toda. Esse número, no entanto, pode estar subnotificado pela dificuldade de, em muitos casos, pais e mães terem acesso a um profissional da psicologia que pode avaliar e fornecer um diagnóstico preciso. Os problemas disso são muitos, desde o não-acesso aos tratamentos adequados, até mesmo o não reconhecimento de direitos que a pessoa dentro do espectro possui.

Vamos explorar mais sobre isso.

O TEA é caracterizado, principalmente, a partir de dois fatores. São eles:

– problemas e déficits observados na comunicação e na interação social;

– padrões repetitivos e restritos de comportamentos e interesses.

Sendo assim, os principais sintomas incluem dificuldades na reciprocidade social e emocional, dificuldades de se entender contextos irônicos e não objetivos, baixo compartilhamento de emoções, dificuldade de interpretar a linguagem corporal e as expressões, no ajuste dos comportamentos a diferentes situações, entre outros.

Além deles, é possível observar também alguns comportamentos estereotipados ou repetitivos como agitação nas mãos, repetição de frases, tendência à inflexibilidade, adesão a alguns tipos de rotinas e rituais, aversão a estímulos sensoriais fortes (luzes fortes, barulhos altos, etc.), interesses muito restritos (quase próximo a uma obsessão pelo assunto), entre outros.

O mais importante de ser pontuado a partir desses sintomas é que pelo fato de o TEA representar exatamente um espectro, diferentes intensidades para a manifestação deles podem ser observadas em diferentes pessoas, com casos mais leves e casos mais graves.

Casos mais leves e moderados podem se revelar sobretudo por uma dificuldade da pessoa em perceber o outro durante a relação, uma espécie de “cegueira mental” que por vezes dificulta a leitura do interlocutor e prejudica a interação estabelecida. No entanto, não irá se observar ou serão muito pequenos os impactos na capacidade intelectual e outros aspectos da cognição.

Para casos mais graves, no entanto, pode ser observada uma grande dificuldade por parte da criança em exercer comportamentos verbais (não é incomum que a criança com TEA em um grau mais elevado não se comunique pela fala) e podem ser observadas comorbidades como uma deficiência intelectual ou distúrbios de aprendizagem. Mas é claro, cada caso pode ter as suas particularidades e observar um desses sintomas não quer dizer que o outro estará lá necessariamente. Vamos lembrar que estamos falando de um espectro amplo de possibilidades.

E quando é possível receber o diagnóstico de TEA?

Geralmente, os sintomas apresentados começam a se manifestar e a poderem ser observados desde o início das interações sociais da criança, até mesmo na relação com os pais. Médicos e psicólogos apontam que, sendo assim, já é possível indicar o diagnóstico de TEA muito cedo, a partir dos 2 anos de idade.

Os pais, nesse sentido, devem ficar atentos a sintomas do TEA que são comuns em bebês e crianças dessa idade, tais como:

– pouco contato visual com os pais (sobretudo com a mãe nos momentos de amamentação);

– pouca reação a sons externos e pouca emissão de sons;

– falta de interesse por outras crianças de mesma idade;

– movimentos repetitivos, principalmente a partir do primeiro ano de vida;

– pouca variedade de expressões faciais;

– entre outros.

A partir da identificação de sintomas como esses, é papel da mãe e do pai dessa criança buscar um profissional da psiquiatria, neurologia ou psicologia para que ela seja encaminhada a uma Avaliação Neuropsicológica. Essa Avaliação será aplicada por um profissional da neuropsicologia e, após uma investigação extensa, poderá se chegar ao diagnóstico de TEA ou descartar essa possibilidade com muita segurança.

E por que buscar essa avaliação, mesmo com a criança muito pequena, é fundamental?

Principalmente por dois motivos.

O primeiro é que será a partir do diagnóstico que a criança poderá ter acesso aos melhores tratamentos para diminuir os sintomas do TEA e conferir mais bem-estar a ela. Além disso, é a partir desses tratamentos que a criança aprenderá a desenvolver suas habilidades da melhor forma e a lidar com as dificuldades que o transtorno gera de forma mais adequada e autônoma.

É justamente a Avaliação Neuropsicológica que poderá indicar a severidade do TEA observada e com isso, direcionar as melhores condutas e intervenções à criança, tais como a terapia ABA, análises do comportamento, terapia ocupacional, fonoterapia, neuromodulação, entre outras.

Além disso, a importância do diagnóstico precoce também reside no fato de que será a partir dele que a pessoa com TEA terá acesso aos direitos que ela possui perante a sociedade e as instituições. Crianças e adultos autistas possuem direitos que podem, inclusive, chegar a custear os tratamentos a partir da obtenção de uma liminar junto à justiça ou pelo uso do convênio médico. Mas, para isso, contar com o diagnóstico é essencial.

 

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Você pode ter mais informações a respeito do TEA e de como é possível diagnosticar e tratar esse transtorno a partir da leitura do livro “Autismo: um olhar a 360º”, que conta com um capítulo de autoria da Patrícia Zocchi, neuropsicóloga e diretora técnica aqui da PotencialMente.

Você pode fazer a leitura dele em nossa biblioteca ou adquiri-lo diretamente conosco ou no site da Amazon.

E nós nos colocamos sua à disposição para tirar suas dúvidas sobre isso também. Não deixe de nos enviar uma mensagem preenchendo o formulário no fim da página ou em nossas redes sociais!

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