[ad_1]

A depressão e a ansiedade têm manifestações diferentes, mas possuem fundamentos corriqueiros, são fenômenos separados, nos quais podem alternar-se ao longo do tempo, são os transtornos que mais afetam a saúde mental de pessoas em todo o mundo. Na maior parte do tempo, pessoas com estes transtornos procuram os métodos medicamentosos, porém, além desta alternativa existem outros métodos para auxiliar no tratamento da depressão e da ansiedade.

O termo depressão, hoje, significa uma patologia de humor, que de forma direta necessita ser identificada e tratada, e que não está relacionada ao caráter do indivíduo nem com a própria vontade dele.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (2017) a depressão é conhecida como “a doença do século XXI”, pois afeta 322 milhões de pessoas no mundo e tudo isso representa cerca de 4,4% da população mundial. De uma maneira geral, a depressão pode ser definida como um processo que se caracteriza por lentificação dos processos psíquicos, humor depressivo e/ou irritável (associado à ansiedade e à angústia), redução de energia (desânimo, cansaço fácil), incapacidade parcial ou total de sentir alegria e/ou prazer (anedonia), desinteresse, lentificação, apatia ou agitação psicomotora, dificuldade de concentração e pensamentos de cunho negativo, com perda da capacidade de planejar o futuro e alteração do juízo de realidade.

Em 2019, a OMS já estimava que quase 1 bilhão de pessoas viviam com algum transtorno mental, sendo que a ansiedade representava 31% desse total. A ansiedade é um sentimento livre e impertinente de apavoramento, é caracterizado por sintomas ansioso persistente que afetam amplas variedades de comportamentos nas mais diversas situações cotidianas. Essas manifestações podem variar ao longo da vida e incluem sintomas de tensão motora, como tremores, incapacidade para relaxar, fadiga e cefaleia, sintomas como palpitação, sudorese, tontura, ondas de frio e calor, falta de ar, irritabilidade e dificuldade de concentração. Além desses sintomas somáticos, o transtorno de ansiedade caracteriza-se também a mudança de humor como pensamentos e expectativa apreensiva com pensamentos negativos. Esses conteúdos mentais estão na maior parte do tempo ligada ao trabalho, estudo, tarefas não planejadas, situação repetitivas, falta de paciência no trânsito e vários outros quesitos que está presente em nosso dia a dia.

Sabe-se que a maior parte de pessoas com estes dois transtornos, procuram tratamento nos remédios, este método foi procurado 806.625 vezes no período de agosto/2020 a fevereiro/2021. Um aumento de 81,74% em relação ao mesmo período anterior, tendo em mente os efeitos colaterais deste método.
Entre as alternativas para o tratamento da ansiedade e depressão, pode-se encontrar o método da Neuromodulação, é um tratamento com tecnologia avançada que consiste em aplicar um campo eletromagnético para modificar e modular o sistema nervoso central (cérebro e medula) e/ou o sistema nervoso periférico (nervos periféricos), atuando na regulação da área neuronal estimulada, inibindo ou estimulando seus neurotransmissores responsáveis por alguma função ou comportamento. Dentre os diversos tipos de Neuromodulação, existem as Neuromodulação não invasiva, duas delas são, a Estimulação Transcraniana por corrente contínua (tDCS) e o Neurofeedback.

A estimulação elétrica Transcraniana de corrente contínua, ou o que chamamos de tDCS, é uma técnica que envolve a aplicação de pequenas correntes elétricas de muito baixa intensidade em certas áreas do cérebro através de eletrodos colocados no couro cabeludo. O fluxo de corrente dependerá da área onde os eletrodos são colocados. A passagem da corrente gera uma mudança no potencial de membrana dos neurônios corticais onde a energia passa, produzindo um aumento ou diminuição do potencial de membrana, dependendo dos efeitos anódicos ou catódicos dos eletrodos. Estudos demonstraram que a tDCS é capaz de modificar a atividade neuronal, tanto na área estimulada como distalmente. Isto porque o estímulo elétrico facilita a comunicação entre as conexões de circuitos tanto na área cortical como subcortical do cérebro.

O Neurofeedback é um treinamento que tem como principal objetivo melhorar o funcionamento cerebral por meio da neuromodulação autorregulatória. Ele é responsável por estimular as habilidades naturais do cérebro, regulando e desenvolvendo suas potencialidades, corrigindo distúrbios, o que contribui para um melhor desempenho cognitivo e comportamental. Eletrodos são colocados sobre o couro cabeludo para a captação das emissões elétricas dos neurônios, que pulsam dentro do crânio. Por meio de cabos, estas informações elétricas são enviadas a um computador. Tal treinamento permite que o paciente trabalhe diretamente no problema, treinando o cérebro para se tornar menos impulsivo. Ao reduzir os padrões do cérebro demasiado rápido e demasiado lento, o neurofeedback ajuda o paciente a assumir o autocontrole, sendo, portanto, uma alternativa para pessoas que não respondem aos treinamentos convencionais ou que não toleram os efeitos colaterais das medicações. Para tais casos, esta técnica apresenta inúmeros pontos positivos quando comparada com outras formas de treinamento.

Além desses dois métodos apresentados, temos também as Psicoeducações, que é uma intervenção psicoterapêutica a qual tem como objetivo enfocar mais as satisfações e ambições relacionadas aos objetivos almejados pelo paciente, auxiliando no tratamento das doenças mentais a partir das mudanças comportamentais, sociais e emocionais cujo trabalho permite a prevenção na saúde. O modelo de psicoeducacional envolve diferentes teorias psicológicas e educativas, além disso, utiliza dados teóricos de outras disciplinas como a educação, a filosóficas, a medicina e entre outras com intuito de ampliar o fornecimento de informações ao paciente para que obtenha um entendimento não fragmentado acerca de seu diagnóstico.

As estratégias não medicamentosas observadas neste texto nos mostram que são boas alternativas de tratamento auxiliando a pessoa com depressão e ansiedade.

 

 

Referências:
American Psychiatric Association Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 5th ed (DSM-5) Arlington: American Psychiatric Publishing, 2013.
Santana, Claudson Cerqueira; BIÃO, Menilde Araújo Silva. Eficácia do neurofeedback no tratamento da ansiedade patológica e transtornos ansiosos: revisão sistemática da literatura. Psicologia, Saúde & Doenças, v. 19, n. 2, p. 234-242, 2018.
– Van Doren, J., Arns, M., Heinrich, H. et al. Sustained effects of neurofeedback in ADHD: a systematic review and meta-analysis. Eur Child Adolesc Psychiatry 28, 293–305 (2019).
Catalá-López, F., Hutton, B., Núñez-Beltrán, A., Mayhew, A. D., Page, M. J., Ridao, M. & Moher, D. (2015). The pharmacological and non-pharmacological treatment of attention deficit hyperactivity disorder in children and adolescents: protocol for a systematic review and network meta-analysis of randomized controlled trials. Systematic reviews, 4(1), 19.
Scarabelot VL, Medeiros LF, de Oliveira C, Adachi LN, de Macedo IC, Cioato SG,de Freitas JS, de Souza A, Quevedo A, Caumo W, Torres IL. Melatonin Alters the Mechanical and Thermal Hyperalgesia Induced by Orofacial Pain Model in Rats. Inflammation. 2016 Oct;39(5):1649-59. doi: 10.1007/s10753-016-0399-y. PubMed PMID: 27378529.
Carvalho, M. R., Malagris, L. E. N. & Rangé, B. P. (2019). Psicoeducação em Terapia Cognitivo-Comportamental. Novo Hamburgo: Sinopsys.
Ministério da Saúde. Programas da Saúde. 2022.

 

 

 

 

Graduanda em psicologia pela Universidade São Judas Tadeu e treinadora cerebral na PotencialMente. Experiência na aplicação de protocolos de neuromodulação autorregulatória e co-responsável pelos projetos e administração da PotencialMente Academia Cerebral.

[ad_2]

Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *