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A resposta para essa pergunta é simples e muito curta.

Sim. Adultos podem ter TDAH.

Mas por que é importante saber disso? Vamos explorar nos próximos parágrafos.

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é categorizado na quinta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) como um transtorno do neurodesenvolvimento, isto é, que afeta o desenvolvimento esperado do cérebro, trazendo consigo alguns sintomas que podem ser observados na convivência familiar, escolar, profissional, etc.

Os sintomas mais comuns do TDAH são, sobretudo, dificuldade em sustentar o foco atencional por longos períodos de tempo, ainda mais em tarefas de menor interesse, dificuldade de estruturar e manter uma organização efetiva de compromissos e rotina e tendência a ter comportamentos hiperativos como, por exemplo: dificuldade em manter-se sentado durante uma aula (no caso de crianças), interromper a fala de outras pessoas ou mesmo agir de maneira automática em situações que deveriam exigir mais ponderação (essa impulsividade pode ser observada em adultos, por exemplo, e pode estar associada a um quadro de TDAH).

Mas por que muitas pessoas acabam achando que apenas crianças podem ter TDAH?

A resposta também parece ser simples. É uma questão diagnóstica. É muito difícil um adulto buscar um diagnóstico como esse depois de estar “adaptado” (entre aspas, pois o transtorno sempre trará algumas dificuldades a esse processo de adaptação) à sua vida pessoal, acadêmica, profissional, etc. Por outro lado, uma criança que apresenta dificuldades na socialização com seus amiguinhos, ou dificuldades relatadas na escola, comportamentos inadequados em aulas ou outros ambientes, entre outros, muito provavelmente será levada a um profissional de saúde para ser avaliada e para se entender de onde surgem essas questões.

É por isso que o TDAH é majoritariamente diagnosticado em crianças. O transtorno realmente pode entrar em remissão e não manifestar tantos sintomas na idade adulta, sobretudo se a criança recebe a atenção e os tratamentos adequados. Entretanto, uma criança não tratada, muito provavelmente será um adulto que exibe comportamentos e sintomas típicos do transtorno, mas agora, não mais na escola ou com seus pais, mas nos trabalho, na faculdade e no trato com parceiros e/ou filhos.

Para além da importância de se identificar o TDAH em adultos justamente para que esses indivíduos possam receber a melhor intervenção e com isso, obter mais qualidade de vida, manejando comportamentos indesejados oriundos do transtorno, outra questão nesse processo é bastante relevante: o TDAH possui uma considerável carga hereditária.

Isso quer dizer que um pai ou mãe com TDAH certamente terá um filho ou filha com TDAH? Não. Mas as chances são maiores do que se os pais não apresentassem o transtorno.

Muitos pais, inclusive, descobrem terem o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade após verem seus filhos serem diagnosticados, por exemplo. Nesse sentido, saber se você, adulto, possui TDAH, pode ter uma grande importância para a compreensão do histórico médico e psicológico de seus filhos, podendo oferecer o melhor ambiente a eles e, certamente a si próprio.

Mas sabendo que adultos também podem ter TDAH e da importância de se chegar a esse diagnóstico, resta ainda uma pergunta: como descobrir se alguém tem TDAH?

Se você pensou que bastaria ir a um psiquiatra, conversar por 20 minutos e receber o diagnóstico, você se enganou. Inclusive, esse cenário, infelizmente bastante comum, é uma das principais causas dos diagnósticos imprecisos e incorretos do transtorno, perceptíveis quando o indivíduo passa por um processo de avaliação e diagnóstico sério.

Para se chegar a um diagnóstico preciso e plenamente atento ao quadro e às necessidades do indivíduo, é necessário passar por um processo de Avaliação Neuropsicológica junto a um profissional da psicologia.

Nesse processo, que leva geralmente de 2 a 4 semanas, a partir de entrevistas, anamneses e aplicações de testes, baterias e questionários específicos, irá se investigar a fundo amplos aspectos do funcionamento cognitivo, emocional, social, de humor e de personalidade do indivíduo. Ao final dele, será gerado um Laudo Neuropsicológico, um documento extenso, (alguns podem ter quase 20 páginas!) contendo todas as informações importantes a respeito do funcionamento neuropsicológico de quem realizou a avaliação. É com isso que o diagnóstico de TDAH poderá ser confirmado ou descartado.

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