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O Dia 23 de Janeiro é conhecido como o “Dia Internacional da Medicina Integrativa” buscando uma nova abordagem para pacientes em tratamento oncológico. A Medicina Integrativa está voltada para o paciente, seja na consulta ou durante o tratamento. Sempre buscando a prevenção, progresso ou manutenção da saúde por meio do autocuidado e ações que auxiliam as pessoas de um modo geral.

A médica, Drª. Lucíola Pontes, oncologista atuante na medicina integrativa ressalta a importância para os pacientes oncológicos ou que estão em tratamento de quimioterapia no Brasil. Para a médica oncologista, “A medicina integrativa é a prática de olhar para o paciente de uma forma mais ampla, trazendo a junção do corpo e da mente através de profissionais que são capazes de trabalhar em conjunto para proporcionar o bem-estar durante a jornada do tratamento. Para quem está recebendo tratamento de quimioterapia, essa equipe consegue avaliar o paciente como um todo e propor aspectos relacionados a uma alimentação mais equilibrada, atividades físicas, medidas para controle do estresse,como por exemplo: técnicas de meditação, massagens como shiatsu e todas as alternativas com benefícios comprovados para a melhora do bem estar”.
A Dra. Luciola ainda enfatiza a importância do paciente conversar com seu médico sobre a medicina integrativa.

A prática da medicina integrativa visa tratar não apenas o corpo físico e a patologia, mas também olhar para as questões emocionais e os danos psicológicos que a doença causa em cada paciente. É muito importante a compreensão, o reconhecimento de que a integração de um tratamento multidisciplinar são uma das formas de tratar o paciente. É necessário que o paciente colabore, principalmente consigo mesmo, respeitando seus limites, trabalhando a culpa, se aceitando, eliminando sentimentos que adoecem o corpo físico e a alma. Para o bem-estar é preciso haver um equilíbrio que envolve diversas questões relacionadas ao indivíduo.

A Medicina integrativa enfatiza alguns preceitos, como: a saúde ser compreendida nos aspectos físico, emocional, mental, espiritual e social; o médico tem um papel fundamental, atuando como parceiro do paciente na busca da cura; o paciente faz parte do tratamento, sua decisões são importantes no tratamento traçado com a equipe médica; o paciente deve ser assistido como um todo em seu processo de tratamento e cura da doença; é importante que cada paciente entenda e reconheça como deve lidar com o estresse seguindo as orientações dos profissionais da equipe; a alimentação faz parte do tratamento, os profissionais orientam cada paciente a uma dieta saudável sendo essencial uma boa alimentação; fatores sociais influenciam e podem afetar contribuindo para que o paciente não consiga evoluir no tratamento; questões ambientais também podem prejudicar o tratamento, o paciente precisa conviver e estar em ambientes saudáveis; lembrando que o plano de tratamento alinhado deve ser de conhecimento de todos os profissionais que fazem parte do tratamento daquele paciente; além disso é de extrema importância ressaltar que o plano de tratamento é elaborado de forma individual para cada paciente, conforme o histórico clínico de cada paciente, suas necessidades e demais fatores.

Se faz necessário que toda a comunidade médica compreenda e coloque em prática a medicina integrativa, tendo em vista que pacientes do mundo todo precisam não só tratar a patologia física, mas ser acolhido em todas as questões e dores invisíveis. Sendo dessa forma imprescindível a integração de todos os profissionais com foco nas necessidades daquele paciente como indivíduo.

A cura da doença está relacionada ao corpo, à mente e ao espírito de cada ser, o tratamento, juntamente com a rede de apoio profissional, familiar e amigos são essenciais para o paciente fazer a sua parte nessa integração.

 

 

 

Médica formada pela Universidade do Estado do Pará (2006), com residência de Clínica Médica no Hospital Santa Marcelina-SP (2007-2009) e residência em Oncologia Clínica no Hospital Israelita Albert Einstein (2009-2012). Estágio no MD Anderson Cancer Center – Houston/Texas (2011). Estagio em Oncogeriatria no Moffit Cancer Center- Tampa/Fl (2012). Desde janeiro de 2014, integra o corpo clínico do setor de Oncologia do Hospital do Coração.Sócia fundadora da empresa de ensino Oncogeriatria Brasil.

 

 

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